Almeida · João Ferreira de Almeida

Psalms

Chapter 39

  1. 1

    Disse eu: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a minha boca com uma mordaça, enquanto o ímpio estiver diante de mim.

  2. 2

    Com silêncio fiquei qual um mundo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou.

  3. 3

    Escandesceu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava acendeu-se o fogo; então com a minha língua, dizendo;

  4. 4

    Faze-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou.

  5. 5

    Eis que mediste os meus dias a palmos; o tempo da minha vida é como que nada diante de ti. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.

  6. 6

    Na verdade, todo homem anda qual uma sombra; na verdade, em vão se inquieta, amontoa riquezas, e não sabe quem as levará.

  7. 7

    Agora, pois, Senhor, que espero eu? a minha esperança está em ti.

  8. 8

    Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio do insensato.

  9. 9

    Emudecido estou, não abro a minha boca; pois tu és que agiste,

  10. 10

    Tira de sobre mim o teu flagelo; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.

  11. 11

    Quando com repreensões castigas o homem por causa da iniquidade, destróis, como traça, o que ele tem de precioso; na verdade todo homem é vaidade.

  12. 12

    Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, um peregrino como todos os meus pais.

  13. 13

    Desvia de mim o teu olhar, para que eu tome alento, antes que me vá e não exista mais.

Open in Orah Bible

Read without ads, forever free

Open App
Psalms 39 - ALMEIDA | Orah Bible