Almeida · João Ferreira de Almeida

Psalms

Chapter 18

  1. 1

    Eu te amo, ó Senhor, força minha.

  2. 2

    O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

  3. 3

    Invoco o Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.

  4. 4

    Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram.

  5. 5

    Cordas de Seol me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

  6. 6

    Na minha angústia invoquei o Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz; o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos.

  7. 7

    Então a terra se abalou e tremeu, e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto ele se indignou.

  8. 8

    Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo devorador; dele saíram brasas ardentes.

  9. 9

    Ele abaixou os céus e desceu; trevas espessas havia debaixo de seus pés.

  10. 10

    Montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.

  11. 11

    Fez das trevas o seu retiro secreto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as espessas nuvens do céu.

  12. 12

    Do resplendor da sua presença saíram, pelas suas espessas nuvens, saraiva e brasas de fogo.

  13. 13

    O Senhor trovejou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.

  14. 14

    Despediu as suas setas, e os espalhou; multiplicou raios, e os perturbou.

  15. 15

    Então foram vistos os leitos das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, à tua repreensão, Senhor, ao sopro do vento das tuas narinas.

  16. 16

    Do alto estendeu o braço e me tomou; tirou-me das muitas águas.

  17. 17

    Livrou-me do meu inimigo forte e daqueles que me odiavam; pois eram mais poderosos do que eu.

  18. 18

    Surpreenderam-me eles no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu amparo.

  19. 19

    Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.

  20. 20

    Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

  21. 21

    Pois tenho guardado os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus.

  22. 22

    Porque todas as suas ordenanças estão diante de mim, e nunca afastei de mim os seus estatutos.

  23. 23

    Também fui irrepreensível diante dele, e me guardei da iniqüidade.

  24. 24

    Pelo que o Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

  25. 25

    Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito.

  26. 26

    Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário.

  27. 27

    Porque tu livras o povo aflito, mas os olhos altivos tu os abates.

  28. 28

    Sim, tu acendes a minha candeia; o Senhor meu Deus alumia as minhas trevas.

  29. 29

    Com o teu auxílio dou numa tropa; com o meu Deus salto uma muralha.

  30. 30

    Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam.

  31. 31

    Pois, quem é Deus senão o Senhor? e quem é rochedo senão o nosso Deus?

  32. 32

    Ele é o Deus que me cinge de força e torna perfeito o meu caminho;

  33. 33

    faz os meus pés como os das corças, e me coloca em segurança nos meus lugares altos.

  34. 34

    Adestra as minhas mãos para a peleja, de sorte que os meus braços vergam um arco de bronze.

  35. 35

    Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me sustém, e a tua clemência me engrandece.

  36. 36

    Alargas o caminho diante de mim, e os meus pés não resvalam.

  37. 37

    Persigo os meus inimigos, e os alcanço; não volto senão depois de os ter consumido.

  38. 38

    Atravesso-os, de modo que nunca mais se podem levantar; caem debaixo dos meus pés.

  39. 39

    Pois me cinges de força para a peleja; prostras debaixo de mim aqueles que contra mim se levantam.

  40. 40

    Fazes também que os meus inimigos me dêem as costas; aos que me odeiam eu os destruo.

  41. 41

    Clamam, porém não há libertador; clamam ao Senhor, mas ele não lhes responde.

  42. 42

    Então os esmiúço como o pó diante do vento; lanço-os fora como a lama das ruas.

  43. 43

    Livras-me das contendas do povo, e me fazes cabeça das nações; um povo que eu não conhecia se me sujeita.

  44. 44

    Ao ouvirem de mim, logo me obedecem; com lisonja os estrangeiros se me submetem.

  45. 45

    Os estrangeiros desfalecem e, tremendo, saem dos seus esconderijos.

  46. 46

    Vive o Senhor; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja o Deus da minha salvação,

  47. 47

    o Deus que me dá vingança, e sujeita os povos debaixo de mim,

  48. 48

    que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim; tu me livras do homem violento.

  49. 49

    Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.

  50. 50

    Ele dá grande livramento ao seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e sua posteridade, para sempre.

Open in Orah Bible

Read without ads, forever free

Open App
Psalms 18 - ALMEIDA | Orah Bible