KJA · King James Atualizada (2001)
Luke
Chapter 23
- 1
Então todo o conselho dos principais líderes do povo judeu levantou-se e conduziu Jesus a Pilatos.
- 2
E ali passaram a acusá-lo, alegando: “Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Inclusive, proibindo o pagamento de impostos a César e se dizendo o Messias, o Rei!”
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Diante disso, lhe interrogou Pilatos: “És tu o rei dos judeus?” Replicou-lhe Jesus: “De fato, é como dizes!”
- 4
Então Pilatos declarou aos chefes dos sacerdotes e às muitas pessoas reunidas: “Não vejo neste homem motivo algum para acusação!”
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Todavia, eles insistiam cada vez mais, exclamando: “Ele amotina o povo, pregando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde começou, até aqui”.
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Ao ouvir isto, Pilatos quis saber se aquele homem era de fato galileu.
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Ao ser informado que era da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho enviou.
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Jesus é interrogado por Herodes Assim que Herodes viu a Jesus, expressou grande satisfação, pois havia muito que desejava conhecê-lo, por ter ouvido falar sobre sua fama; tinha também a expectativa de vê-lo fazer algum sinal.
- 9
E de muitas maneiras o questionava; Jesus, entretanto, nada lhe respondia.
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Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam presentes, e o acusavam com grande eloqüência.
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Porém Herodes, assim como os seus soldados, acabaram por ridicularizá-lo e zombar dele. Obrigaram-no a vestir-se com uma capa de aparente realeza e o mandaram de volta a Pilatos.
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Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos, que viviam em clima de inimizade, firmaram um pacto de reconciliação.
- 13
Pilatos interroga Jesus outra vez Então, Pilatos convocando os chefes dos sacerdotes, todas as demais autoridades judaicas e o povo,
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ponderou-lhes: “Entregaste-me este homem como amotinador do povo; todavia, tendo-o interrogado na vossa presença, nada constatei contra Ele dos crimes de que o acusais.
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Tampouco Herodes encontrou alguma falta nele, pois no-lo mandou de volta. E não existe nada digno de morte realizado por Ele.
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Portanto, após submetê-lo a açoites, libertá-lo-ei!”
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Pois, conforme a tradição, ele deveria dar liberdade a um detento judeu por ocasião da Páscoa.
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Contudo, todo o povo gritou a uma voz: “Acaba com este! Solta-nos Barrabás!”
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Ora, Barrabás havia sido condenado e estava na prisão por causa de uma rebelião na cidade e por ter cometido um assassinato.
- 20
Mas Pilatos desejava soltar a Jesus e voltou a argumentar com a multidão.
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Eles, entretanto, gritavam ainda mais: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
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Então, pela terceira vez, declarou ao povo: “Que mal fez este homem? De fato, motivo algum encontrei contra Ele para condená-lo à morte. Sendo assim, depois de açoitá-lo, soltá-lo-ei!”
- 23
Mas a multidão reivindicava insistentemente aos brados que Ele fosse crucificado. E o clamor do povo prevaleceu.
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E assim, Pilatos resolveu dar-lhes o que desejavam.
- 25
Libertou o homem que havia sido lançado na prisão por causa da rebelião que causara e do homicídio que cometera, mas por quem clamava o povo. E entregou Jesus à vontade deles.
- 26
Jesus a caminho do Gólgota Então, o retiraram dali e enquanto o levavam, agarraram Simão de Cirene, que estava chegando do campo, e jogaram a trave da cruz sobre seus ombros, obrigando-o a carregá-la e caminhar atrás de Jesus.
- 27
E uma grande multidão seguia a Ele, inclusive muitas mulheres que choravam e pranteavam em desespero.
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Porém, Jesus, dirigindo-se a elas, as preveniu: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; antes, pranteai, por vós mesmas e por vossos filhos!
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Porquanto eis que estão chegando os dias em que se dirá: ‘Felizes as estéreis, os ventres que jamais geraram e os seios que nunca amamentaram!
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Então clamareis às montanhas: ‘Caí sobre nossas cabeças!’ E às colinas: ‘Cobri-nos!’.
- 31
Pois, se fazei isto com a árvore verde, o que acontecerá quando ela estiver seca?”
- 32
E eram levados com Ele dois outros homens, ambos criminosos, a fim de serem executados.
- 33
A crucificação Quando chegaram a um lugar conhecido como Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à direita e o outro à sua esquerda.
- 34
Apesar de tudo, Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo!” A seguir, dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando sortes.
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Uma grande multidão estava presente e a tudo observava, enquanto as autoridades o ridicularizavam, exclamando: “Salvou os outros! Pois agora salve-se a si mesmo, se é de fato o Cristo de Deus, o Escolhido!”
- 36
Da mesma forma os soldados se aproximaram e também dele zombavam. Oferecendo a Ele vinagre.
- 37
E o provocavam: “Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”
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Também havia sido afixada uma inscrição acima dele, onde se lia: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
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Um dos criminosos que ali estavam crucificados esbravejava insultos contra Ele: “Não és tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também!”
- 40
Mas o outro criminoso o repreendeu, afirmando: “Nem ao menos temes a Deus, estando sob a mesma sentença?
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Nós, na verdade, estamos sendo executados com justiça, pois que recebemos a pena que nossos atos merecem. Porém, este homem não cometeu mal algum!”
- 42
Então, dirigindo-se a Jesus, rogou-lhe: “Jesus! Lembra-te de mim quando entrardes no teu Reino”.
- 43
E Jesus lhe assegurou: “Com toda a certeza te garanto: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso!” Jesus entrega sua vida na cruz
- 44
E já era cerca de meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra até as três horas da tarde;
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o sol perdera seu brilho. E o véu do santuário rasgou-se ao meio.
- 46
Então, Jesus bradou com voz forte: “Pai! Em tuas mãos entrego o meu espírito”. E havendo dito isto, expirou.
- 47
O centurião, constatando o que tinha acontecido, glorificou a Deus, exclamando: “Verdadeiramente, este homem era justo!”
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E todas as multidões que haviam afluído, a fim de presenciar aquele acontecimento, ao verem isso, retiraram-se aos prantos, batendo nos peitos.
- 49
No entanto, todos aqueles que o conheciam, inclusive as mulheres que o haviam seguido desde a Galiléia permaneceram, ainda que à certa distância, observando atentamente todos esses fatos.
- 50
O sepultamento de Jesus Cristo E eis que havia certo homem, chamado José, natural de Arimatéia, uma cidade da Judéia, e membro do Sinédrio, que era bom e justo.
- 51
Ele não havia concordado com o veredicto, tampouco com o proceder dos outros, e aguardava o Reino de Deus.
- 52
Foi à presença de Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
- 53
Então, tirando-o da cruz, o envolveu em um lençol de linho, e o depositou num túmulo cavado na rocha, no qual ainda ninguém havia sido sepultado.
- 54
Era o Dia da Preparação, e estava para começar o sábado.
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As mulheres que vinham seguindo a Jesus desde a Galiléia, acompanharam José, e contemplando o túmulo, viram como o corpo de Jesus fora colocado naquele local.
- 56
Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E no sábado, descansaram, em obediência ao mandamento.
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