KJA · King James Atualizada (2001)

Luke

Chapter 19

  1. 1

    Chegando a Jericó, atravessava Jesus a cidade.

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    Eis que um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos publicanos,

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    buscava ver quem era Jesus; todavia, sendo ele de pequena estatura, não o conseguia, devido à afluência do povo.

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    Por esse motivo, correu adiante da multidão e subiu em uma figueira brava para observá-lo, pois Jesus ia passar por ali.

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    Quando Jesus chegou àquele local, olhou para cima e o chamou: “Zaqueu! Desce depressa, pois preciso ficar hoje em tua casa”.

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    No mesmo momento desceu Zaqueu apressado e o recebeu com enorme alegria.

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    Todos, em meio à multidão, que presenciaram o que se passou começaram a murmurar: “Ele entrou na casa daquele pecador e vai hospedar-se lá!”

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    Então, Zaqueu tomou a palavra e comunicou a Jesus: “Eis a metade dos meus bens Senhor, que estou doando aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais!”

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    Diante disso, Jesus declarou: “Hoje, houve salvação nesta casa, pois este homem também é filho de Abraão.

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    Porquanto o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”.

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    A parábola das moedas de ouro Estando eles a ouvi-lo, Jesus passou a expôr-lhes uma parábola, visto estar próximo de Jerusalém e o povo imaginar que o Reino de Deus ia se estabelecer ali a qualquer momento.

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    E assim, contou-lhes Jesus: “Certo homem de nobre nascimento, partiu para uma terra longínqua, com o objetivo de ser coroado rei de um determinado reino e regressar.

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    Convocou dez dos seus servos, a cada um confiou uma moeda de ouro e orientando a todos lhes disse: ‘Fazei com que esse dinheiro produza lucro até que eu volte’.

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    Entrementes, seus súditos o odiavam e por isso mandaram uma delegação atrás dele, protestando: “Não queremos que este venha a reinar sobre nós!”

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    Contudo, ele tomou posse do reino e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de verificar o quanto haviam lucrado.

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    O primeiro chegou e relatou: ‘Senhor, a tua moeda de ouro rendeu dez vezes mais!’.

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    Ao que o senhor o elogiou: ‘Muito bem, servo bom! E por teres sido leal no pouco, governarás sobre dez cidades’.

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    Vindo o segundo servo, lhe declarou: ‘Senhor, a tua moeda de ouro produziu cinco vezes mais lucro!’.

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    E a este determinou: ‘Terás autoridade sobre cinco cidades!’.

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    Veio, então, o outro servo, explicando: ‘Eis aqui, Senhor, a tua moeda de ouro, que eu envolvi num lenço e conservei bem guardada!

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    Tive receio de ti, porquanto és um homem muito severo. Tira o que não puseste e colhes o que não semeaste!’.

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    Então o senhor o julgou: ‘Por tuas próprias palavras eu o condenarei, servo mau! Sabias que eu sou homem rigoroso, que tiro o que não depositei e ceifo o que não semeei.

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    Sendo assim, por que não investiu o meu dinheiro no banco? E, então, no meu retorno, o receberia com juros’.

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    Em seguida, dirigindo-se aos que estavam presentes, ordenou: ‘Tirai-lhe a moeda de ouro e entregai-a ao que tem dez!’.

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    Eles argumentaram: ‘Mas, senhor, ele já possui dez vezes mais do que recebeu!’.

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    Ao que ele proclamou: ‘Contudo, eu vos asseguro que a quem tem, mais será concedido, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado.

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    E quanto àqueles, que se levantaram contra mim, como inimigos, rejeitando meu reinado sobre eles, trazei-os imediatamente aqui e executai-os diante de mim!’” Jesus é conduzido em triunfo

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    Após haver proferido essas palavras, Jesus seguiu adiante, subindo para Jerusalém.

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    Quando iam chegando aos povoados de Betfagé e Betânia, que ficam próximos do conhecido monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, com a seguinte instrução:

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    “Ide ao povoado que está adiante e, ao entrardes, encontrareis um jumentinho amarrado, sobre o qual ninguém jamais montou. Desprendei-o e trazei-o aqui”.

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    Se alguém vos interrogar: ‘Por qual motivo o soltais?’ respondereis desta maneira: ‘Porque o Senhor precisa dele”.

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    E assim, os que haviam sido enviados foram e acharam tudo conforme Ele lhes tinha dito.

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    Quando eles estavam desamarrando o jumentinho, os seus donos lhes indagaram: “Por que estais soltando o jumentinho?”

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    Diante do que replicaram: “Porque o Senhor precisa dele!”

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    Então puderam trazê-lo até Jesus, colocaram os mantos de montaria sobre o jumentinho e ajudaram Jesus a montá-lo.

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    E assim, enquanto Ele seguia em procissão, o povo estendia os seus mantos pelo caminho.

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    Ao chegar próximo da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus com grande alegria e em alta voz, por todos os milagres que haviam visto. E exclamavam:

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    “Bendito é o rei que vem em Nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!”

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    Porém, alguns dos fariseus que estavam no meio da grande multidão sugeriram a Jesus: “Mestre! Repreende os teus discípulos!”

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    Jesus, entretanto, lhes afirmou: “Eu vos asseguro, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão!” Jesus chora por Jerusalém

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    Quando ia chegando, assim que viu a cidade, Jesus começou a chorar sobre ela,

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    e proclamou: “Ah! Se tu compreendesses neste dia, sim, tu também, o que traz a paz! No entanto agora isto está encoberto aos teus olhos.

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    Virão dias em que teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te ameaçarão, apertando o grande cerco contra ti.

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    Também lançarão por terra, tu e os teus filhos que estão dentro de ti. Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a maravilhosa oportunidade que tiveste com a visitação de Deus!” Os profanadores da Casa de Deus

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    Mais tarde, entrando no templo, começou a expulsar os que ali estavam negociando,

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    Repreendendo-os: “Está escrito! A minha Casa será Casa de oração. Porém vós a transformastes num covil de estelionatários!” O povo ia ao templo ouvir Jesus

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    Todos os dias, Jesus ensinava no templo. Entretanto, os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo tramavam algo para destruí-lo.

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    Contudo, não conseguiam encontrar um meio para executar seus planos, pois todo o povo estava absolutamente sob o domínio das suas palavras.

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