KJA · King James Atualizada (2001)

Luke

Chapter 7

  1. 1

    Havendo concluído suas instruções aos discípulos e ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum.

  2. 2

    E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente e à beira da morte.

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    O centurião havia ouvido falar de Jesus e, por isso, lhe enviou alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo que fosse curar seu servo.

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    Então, aproximando-se de Jesus, apelaram-lhe com muitas súplicas: “Este é um homem que merece que lhe concedas esse favor,

  5. 5

    pois trata nosso povo com elevada consideração, e ele mesmo construiu nossa sinagoga”.

  6. 6

    Então Jesus seguiu com eles. Mas, ao chegarem nas proximidades da residência, o centurião enviou-lhe alguns amigos para lhe entregarem a seguinte notícia: “Senhor, não te incomodes, porque sei que não sou digno de receber-te sob o teto da minha casa.

  7. 7

    Por isso, nem mesmo me considerei merecedor de ir ao teu encontro. Mas ordena, com uma só palavra, e o meu servo será curado.

  8. 8

    Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu comando. Mando a um: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.

  9. 9

    Ao ouvir esta declaração, Jesus muito se admirou dele e, voltando-se para a multidão que o acompanhava, exclamou: “Asseguro-vos que nem mesmo em Israel encontrei uma fé como esta”.

  10. 10

    E aconteceu que os homens que haviam sido enviados, retornaram para a casa do centurião, e ao chegarem lá, encontraram o servo dele totalmente curado.

  11. 11

    Jesus ressuscita um jovem na multidão No dia seguinte, partiu Jesus para uma cidade chamada Naim, e com ele caminhavam seus discípulos e uma grande multidão.

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    Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade a acompanhava.

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    Ao observá-la, o Senhor se compadeceu dela e a encorajou: “Não chores!”

  14. 14

    E aproximando-se, tocou no esquife. Então, os que o carregavam pararam. E Jesus exclamou: “Jovem! Eu te ordeno: levanta-te!”

  15. 15

    No mesmo instante, o jovem que estivera morto se pôs sentado, e começou a conversar, e assim Jesus restituiu o jovem à sua mãe.

  16. 16

    Todos foram tomados de grande temor e louvavam a Deus proclamando: “Grande profeta foi levantado entre nós!” e “Deus veio salvar o seu povo!”

  17. 17

    Estas notícias a respeito de Jesus circularam por toda a Judéia e regiões circunvizinhas.

  18. 18

    João manda saber quem é Jesus Então, os discípulos de João lhe relataram todos esses acontecimentos. E João, chamando dois deles,

  19. 19

    enviou-os ao Senhor para lhe perguntar: “És Tu aquele que estava para chegar ou havemos de esperar outro?”

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    Assim que os discípulos de João se aproximaram de Jesus lhe explicaram: “João Batista mandou-nos para vos indagar: ‘És Tu aquele que estava para chegar ou havemos de esperar outro?’”.

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    E naquela mesma hora Jesus curou muitos de doenças e todos os tipos de sofrimento, bem como de espíritos malignos, e concedeu visão a muitos que eram cegos.

  22. 22

    E, depois disto, declarou aos mensageiros: “Ide e relatai a João tudo o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e o Evangelho é pregado aos pobres.

  23. 23

    E mais, bem-aventurado é aquele que não se escandalizar por minha causa!” Jesus confere honras a João

  24. 24

    Havendo partido os mensageiros de João, passou Jesus a testemunhar às multidões acerca da pessoa e da obra de João: “Que saístes a ver no deserto? Um caniço movido de um lado para o outro pelo vento?

  25. 25

    Que saístes a contemplar? Um cavalheiro vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas suntuosas se entregam ao luxo e vivem em delícias estão nos palácios.

  26. 26

    Afinal, que fostes observar? Um profeta? Eu vos asseguro que sim, e muito mais do que um profeta.

  27. 27

    Este é aquele a respeito de quem está escrito: ‘Eis que enviarei o meu mensageiro à tua frente; pois ele preparará o teu caminho diante de Ti’.

  28. 28

    Eu vos afirmo que dentre os nascidos de mulher não há um ser humano maior do que João. Todavia, o menor no Reino de Deus é maior do que ele”.

  29. 29

    E todo o povo, inclusive os publicanos, ao ouvirem as palavras de Jesus, reconheceram que o caminho de Deus era justo, e se submeteram ao batismo de João.

  30. 30

    Entretanto, os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus para eles próprios, e não se dispuseram a ser batizados por ele.

  31. 31

    “Sendo assim, a que compararei as pessoas da presente geração?”, prosseguiu Jesus, “Com que se assemelham?”

  32. 32

    “Ora, são como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: ‘Nós vos tocamos flauta, e vós não dançastes; entoamos lamentações e vós não chorastes’.

  33. 33

    Assim tendes agido, pois veio João Batista, que não come pão e não bebe vinho, e julgais: ‘Este está com demônio!’.

  34. 34

    Então chegou o Filho do homem, comendo pão e bebendo vinho, e condenais: ‘Eis aí um glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores!’.

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    Todavia, os filhos da Sabedoria reconhecem e acolhem as suas obras”.

  36. 36

    Uma pecadora unge a Jesus Tendo sido convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se, como era o costume, junto à mesa.

  37. 37

    Assim que tomou conhecimento que Jesus estava reunido à mesa, na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma pecadora, trouxe um frasco de alabastro cheio de perfume.

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    E, posicionando-se atrás de Jesus, prostrou-se a seus pés e começou a chorar. Suas lágrimas molharam os pés de Jesus, mas ela, em seguida os enxugou com os próprios cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume.

  39. 39

    Diante de tal cena, o fariseu que o havia convidado falou consigo mesmo: “Se este homem fora de fato profeta, bem saberia quem nele está tocando e que espécie de mulher ela é: uma pecadora!”

  40. 40

    Então, voltou-se Jesus para o fariseu e lhe propôs: “Simão, tenho algo para dizer-te”. Ao que ele aquiesceu: “Sim, Mestre, dize-me”.

  41. 41

    “Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta.

  42. 42

    Nenhum dos dois tinha com que pagar, por isso o credor decidiu perdoar a dívida de ambos. Qual deles o amará mais?”

  43. 43

    Replicou-lhe Simão: “Imagino que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. Ao que Jesus o congratulou: “Julgaste acertadamente!”

  44. 44

    Então, virou-se em direção à mulher e declarou a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me trouxeste água para lavar os pés, como é o costume. Esta, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com os próprios cabelos.

  45. 45

    Da mesma maneira, tu não me saudaste com um beijo na face, como é tradicional; ela, todavia, desde que cheguei não cessa de me beijar os pés.

  46. 46

    E mais, tu não me ungiste a cabeça com óleo, como era de se esperar, mas esta mulher, com puro bálsamo, ungiu os meus pés.

  47. 47

    Por tudo isso, te asseguro: o grande amor por ela demonstrado prova que seus muitos pecados já foram todos perdoados. Mas onde há necessidade de pouco perdão, pouco amor é revelado.

  48. 48

    Em seguida, Jesus afirmou à mulher: “Perdoados estão todos os teus pecados!”

  49. 49

    Então, os demais convidados começaram a comentar: “Quem é este que pode até perdoar pecados?”

  50. 50

    E Jesus revela à mulher: “A tua fé te salvou; vai-te em permanente paz”.

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Luke 7 - KJA | Orah Bible